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MES como SaaS

Por John Klaess

Nos últimos cinco anos, o MES começou a experimentar o modelo de software como serviço (Software as a Service, ou SaaS).

Esse é um desenvolvimento benvindo e que está ganhando interesse de empresas que lutam com projetos complexos do MES em vários locais. Ele se tornou especialmente relevante nos últimos meses, à medida que as empresas deram cada vez maior prioridade à rapidez e quando o apetite por riscos estava mais baixo do que nunca.

Neste artigo, daremos uma olhada sobre o que significa para o MES adotar o modelo SaaS.

Em últimas palavras, este artigo trabalhará em direção a uma maior questão subjacente: Qual papel terá o MES a desempenhar na era de tudo como um serviço?

O que é um MES como SaaS?

Simplificando, um MES como SaaS é um Manufacturing Execution System licenciado e entregue como um modelo de SaaS.

Para entender exatamente o que significa um MES como SaaS, vamos começar definindo esses termos.

O que é um MES?

Para os fins deste artigo, entendemos o MES como uma classe de solução, e não como uma instância específica de um MES na produção.

De acordo com a Gartner, os MES são:

"Uma classe especializada de software orientado à produção que gerencia, monitora e sincroniza a execução em tempo real de processos físicos envolvidos na transformação de matérias primas em produtos intermediários e/ou acabados".

Tipicamente, os MES são uma camada de software que fica entre os processos de produção e os sistemas de informação.

Amplamente, os MES são responsáveis, entre outras aplicações, por gerenciar recursos, programar a produção, coordenar a execução e coletar dados sobre a produção.

O que é um SaaS?

Um SaaS é um modelo de software em que os fornecedores hospedam e distribuem seus produtos pela Internet.

Existem muitas variedades de SaaS, mas geralmente ele é entendido como um meio de licenciamento de software com base em assinatura, (embora ainda existam licenças perpétuas) construídas em uma arquitetura de nuvem com vários locatários.

O que isto significa?

Enfim, um MES como SaaS deve ser um sistema de manufatura tornado mais simples através dos benefícios simplificados de distribuição e arquitetura do SaaS.

Para nos aprofundarmos um pouco mais, vamos analisar dois dos grandes recursos por trás do MES como SaaS. 1) Movendo o MES para a nuvem, 2) Adotando um modelo como serviço.

Por que mover um MES para a nuvem?

Em 2020, as empresas estão cada vez mais acostumadas com os serviços baseados na nuvem, inclusive os MES.

Em um estudo recente da AWS e da IDC, até 60% dos usuários do MES disseram que preferem a computação na nuvem em vez da local. Essa confiança é acompanhada pelos esforços das empresas para realmente mudar para a nuvem. Embora apenas 12% dos participantes da pesquisa já tenham migrado para um MES como SaaS baseado na nuvem, outros 52% relataram ter planos de “melhorar e mudar" nos próximos anos.

Há boas razões para esta mudança estar ocorrendo agora.

Por um lado, a segurança da computação na nuvem melhorou na última década, de modo que os sistemas baseados na nuvem podem ser mais seguros do que os locais. (A Gartner relata que as soluções baseadas na nuvem com vários locatários são frequentemente tão seguras quanto as melhores configurações locais, com a grande maioria das vulnerabilidades na nuvem resultantes de erro do usuário, e não do design do sistema). Além disso, os sistemas baseados na nuvem podem ser mais fáceis de atualizar, e os principais fornecedores de nuvem, como AWS e Microsoft Azure, oferecem métricas impressionantes de disponibilidade e confiabilidade.

Quando se tratar de segurança, disponibilidade, confiabilidade e conectividade, há razões convincentes para mudar para a nuvem.

Por que mudar um MES para um modelo de SaaS?

Portanto, o que significa para um MES ser um serviço?

Com o MES como um serviço, as empresas licenciam um MES ou uma funcionalidade que funciona como um MES.

Como outros sistemas complexos baseados na nuvem − os ERPs vêm à mente − os fornecedores de MES estão adotando novos modelos de venda de serviços aos clientes. Os fornecedores de MES estão atualmente desenvolvendo licenças de SaaS com preços e distribuição com base no usuário, no uso, nos módulos ou no prazo de duração.

Então, idealmente, um modelo de SaaS deve permitir que os clientes do MES comprem apenas a funcionalidade necessária. Isso impediria o MES de se transformar em sistemas monolíticos e extensos, nos quais eles tendem a se tornar.

É bom notar como este é um início radical para sistemas de MES herdados.

Até o momento, muitas empresas consideram que seus sistemas MES devem durar "para sempre". De fato, uma das maneiras pelas quais as empresas justificaram os gastos necessários para um MES foi o fato de ele produzir valor ao longo de uma década ou mais.

Essa fragmentação de preços e a mudança para um modelo de serviço são um sinal claro de que a era dos sistemas colossais, personalizados e perpétuos está chegando ao fim.

Resumindo, este é um sinal de que as empresas ainda precisam de sistemas para coordenar, rastrear, executar e registrar a produção, mas não estão satisfeitos com o custo e a complexidade de possuir um MES.

De maneira simples, eles querem seus MES como um serviço.

Em suma, veja uma curta lista de motivos pelos quais eles querem isto:

  • A nuvem é segura
  • O SaaS permite atualizações simplificadas dos sistemas
  • Um SaaS libera recursos internos de TI
  • Melhor integração com ERP e a IoT do chão de fábrica
  • Muda as despesas de investimento de capital para despesas operacionais
  • É mais fácil de escalonar

Por que adotar um MES como SaaS?

Até agora, definimos o MES como SaaS e analisamos o que, idealmente, esses sistemas deveriam oferecer às empresas. Vimos que mudar o MES para o SaaS é um meio de fornecer a funcionalidade necessária do MES sem os inconvenientes − complexidade, rigidez e custo associados ao MES tradicional.

Ao entregar e hospedar o MES na nuvem e oferecer maior flexibilidade ao cliente sobre o que ele pode comprar, deveremos entrar em uma nova era de facilidades.

A pergunta a ser feira é: o MES como SaaS está entregando o que promete?

Se os últimos 3 anos viram uma crescente confiança no MES como SaaS como sendo uma solução, muitos dos mesmos problemas permanecem. Em um recente relatório, a Gartner descobriu que os clientes do MES ainda tinham as mesmas reclamações.

Custo

Entre licenças, integrações, serviços profissionais e manutenção, os usuários do MES descobriram que os custos aumentaram, mesmo como SaaS. Além disso, a Gartner descobriu que os fornecedores de MES estão lutando para modularizar e precificar seus produtos "como um modelo SaaS puro".

Velocidade

O tempo médio de lançamento do MES ainda é de 15 a 16 meses. Em teoria, o SaaS é um meio de reduzir o tempo de implantação. No entanto, o MES personalizado entregue como SaaS ainda é implantado em um modelo em cascata e geralmente possui longos tempos de implementação. Sendo o tempo de valorização uma métrica cada vez mais importante, a velocidade lenta do MES é uma preocupação duradoura.

Complexidade

O SaaS tem o potencial de reduzir drasticamente a complexidade do MES, especialmente em implementações de várias unidades fabris. O modelo SaaS atenua parte da complexidade do MES, mas não totalmente. Os MES como SaaS ainda são, em grande parte, projetos pesados de back-end. Isso leva a longos ciclos de desenvolvimento, taxas caras de consultores e suporte contínuo do fornecedor.

Uma abordagem diferente do MES como SaaS

Nenhuma dessas queixas é nova, e o mercado do MES se baseou em resolvê-las.

Todavia, há uma maneira de obter as vantagens do SaaS, sem as dificuldades dos sistemas MES tradicionais.

A Gartner escreve sobre a próxima meia década do MES:

“Até 2024, 50% das soluções MES incluirão plataformas IIoT sincronizadas com aplicativos de gerenciamento de operações de manufatura (MOM) baseados em microsserviços, fornecendo gerenciamento, controle, coleta e análise de transações em tempo quase real.

As abordagens monolíticas do MES agora estão sendo desafiadas pelas arquiteturas de microsserviços que dividem as funções do MES em pequenas funções de negócios independentes com interfaces/APIs claras.

Nós acreditamos que o desenvolvimento e implantação bem sucedidos do MES usando essa tecnologia poderiam criar a inovação e a disrupção que os profissionais do MES estavam esperando”.

De acordo com analistas, a solução é uma plataforma que expande a possibilidade de uso do MES para os trabalhadores da fábrica, que é construída sobre uma arquitetura de microsserviços e disponibiliza dados imediatamente. As plataformas surgiram como um método viável de suplementar e ampliar um MES. As plataformas são projetadas para ter agilidade e construídas na nuvem e nas arquiteturas nativas da IIoT. Fundamentalmente, as plataformas oferecem a mesma funcionalidade do MES sem a sua complicada característica de back-end.

A grande diferença é que as plataformas alcançam essa funcionalidade por meio de coleções de aplicativos distintos, em vez de um sistema unitário.

Para as empresas que buscam reduzir o custo, a complexidade e o valor dos projetos MES, as plataformas oferecem uma solução.

Conclusões: Ter o seu MES e também usa-lo

Pela avaliação da Gartner, mudar o MES para um modelo SaaS é um passo na direção certa, mas não está abordando a causa raiz dos problemas do MES.

Os modelos SaaS podem criar uma infraestrutura para resolver os problemas permanentes do MES, mas eles não os resolvem por si mesmos.

As empresas precisam de maior flexibilidade e capacidade de uso, e precisam desses sistemas agora.

Portanto, os MES permanecerão sendo a solução de escolha em 2020 e mais além, na medida em que eles possam integrar recursos semelhantes a plataformas.

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Fonte: Tulip

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