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Plataformas de manufatura

Por John Klaess

Quando se trata de plataformas de manufatura, as decisões de compra são complicadas.

Você pode pensar que isso ocorre somente porque existem muitos fornecedores oferecendo uma variedade muito grande de soluções − e você está certo.

Mas as decisões de compra não são apenas complicadas por causa do excesso de fornecedores. Para muitas empresas, a decisão não é em qual fornecedor confiar. Em vez disso, é se elas devem ou não criar uma solução internamente.

Em resumo, as decisões de compra geralmente se limitam a uma pergunta antiga: construir ou comprar?

7 perguntas para ajuda-lo a responder, construir ou comprar

Aqui estão as sete perguntas que você deve fazer:

  1. Quanto custa e quanto tempo leva construir internamente?
  2. Você está levando em conta os custos contínuos?
  3. Ela servirá para escalar?
  4. Como você lidará com a complexidade?
  5. A TI construirá seus processos de manufatura mais eficientes?
  6. Serão os colaboradores que necessitam delas capazes de usa-las?
  7. Qual será seu grau de flexibilidade?

Sem mais delongas, vamos examinar em maior detalhe cada uma destas perguntas.

1. Quanto custa construir internamente?

Se sua organização possuir uma equipe de desenvolvedores de software, a criação interna poderá ser a solução lógica.

Trabalhar com uma equipe interna poderá permitir maior precisão no escopo dos projetos, maior controle sobre a execução e poderá aliviar muitas das dificuldades de gerenciamento de projetos decorrentes da contratação de um fornecedor.

Todavia, isso não significa que haverá uma melhor relação custo/benefício. Esta também poderá não ser a forma mais rápida. Obter uma noção dos custos requer apenas uma matemática simples.

Dependendo da fonte que você consultar, o projeto médio de software leva aproximadamente 10 meses para ser concluído. Projetos menores podem demorar em torno de quatro meses, enquanto que projetos maiores podem se estender facilmente a mais de um ano.

Se um desenvolvedor médio ganhar entre R$ 60 a 100 por hora, isso elevará o custo de um projeto de software para aproximadamente R$ 107.400,00 a R$ 179.000,00 por um projeto que dure um ano. Isto para apenas um desenvolvedor.

Além disso, você pode considerar o custo de oportunidade do tempo que seus engenheiros de software gastam em um projeto. Quais outros projetos você estará adiando enquanto seus engenheiros criarem aplicativos de chão de fábrica?

2. Você está levando em conta os custos contínuos?

De acordo com nossa experiência, os custos de software não param na entrega inicial (vou contar uma história sobre a experiência de uma empresa que incorre em custos abaixo descriminados de suporte contínuo; preste atenção).

Frequentemente, os aplicativos de manufatura construídos em casa precisam ser modificados e atualizados para levar em conta as mudanças que ocorrem nos processos de manufatura.

Se a solução for construir internamente, isso significa que toda modificação requer um ticket de envio, preenchimento e reimplantação. Se levar duas semanas (supondo que as mudanças sejam rápidas) para fazer uma alteração, serão duas semanas de tempo de custo da engenharia de software, bem como a perda de receita com as melhorias de processo que ficarem atrasadas.

3. Ela servirá para escalar?

O grande benefício das soluções internas personalizadas é que elas podem satisfazer as necessidades exclusivas de uma linha de produção, célula ou processo.

Mas sua solução personalizada funcionará para várias linhas? Funcionará para todas as linhas de uma planta? Poderá ser implementada em toda uma região ou internacionalmente?

Uma preocupação com as soluções personalizadas é que elas não são capazes de escalar. Transferir a solução para um novo contexto poderá gerar custos e cronogramas de projetos semelhantes aos da solução inicial.

4. Como você lidará com a complexidade?

À medida que os sistemas desenvolvidos em casa se expandirem, haverá uma troca entre escopo e complexidade.

À medida que os sistemas abrangerem uma ampla gama de processos e operações, eles se tornarão mais complexos.

Embora essa não seja uma lei natural, ela está na manufatura há décadas.

Portanto, à medida que sua solução interna crescer em escopo, ela também crescerá em complexidade?

5. A TI construirá seus processos de manufatura mais eficientes?

Quando entrevistados por consultores, os engenheiros esboçaram uma mensagem recorrente: "A TI não entende os problemas de OT (operational technology)”!

Isto geralmente exigirá que um grupo de TI de manufatura seja formado internamente − o que por si só poderá ser caro.

Somente os engenheiros de operações de manufatura sabem de quais tipos de soluções eles realmente precisam no chão de fábrica.

A TI normalmente atua como um prestador de serviços para o grupo de operações de manufatura. Como ocorre em qualquer contrato de prestação de serviços, o sucesso dependerá de sólidas relações de trabalho e de claras comunicações. No entanto, quando o grupo de TI é responsável pelo desenvolvimento da solução em nome do grupo OT, os requisitos geralmente são mal interpretados ou ignorados por completo.

Isto poderá criar tensão desnecessária entre o pessoal de TI e o de OT. E a tensão poderá levar a resultados dos projetos abaixo do ideal.

6. Serão os colaboradores que necessitam delas capazes de usa-las?

Muitas interfaces de usuário (UIs) no chão de fábrica parecem e foram projetadas para a era do Windows 95/98.

Consequentemente, operadores, supervisores e novos engenheiros de processo geralmente enfrentarão problemas com a entrada de dados e deverão ser extensivamente treinados para usar esses sistemas.

Em 2020, nós estamos acostumados com experiências de usuário altamente otimizadas.

Quer percebamos isto ou não, as interfaces do consumidor são projetadas para facilitar nossos objetivos e intenções.

No trabalho, devemos poder interagir com soluções que permitam experiências tão perfeitas quanto as encontradas nos smartphones.

7. Qual será o grau de flexibilidade da sua solução interna?

Os processos de manufatura mudam, talvez apenas sutilmente. Porém, à medida que as linhas de produtos, a demanda dos clientes e as tecnologias mudarem, o mesmo acontecerá com os processos de manufatura.

Será a sua solução interna capaz de se adaptar a isto?

Quanto tempo os desenvolvedores levarão para fazer as alterações? O gerenciamento de pequenas variações nos produtos criará enormes dores de cabeça?

Construir vs. comprar na prática: uma grande empresa multinacional toma a decisão

Esta última pergunta sobre flexibilidade me leva a uma história que, suponho, resume bem os pontos deste artigo.

Recentemente, eu tive a oportunidade de ouvir um executivo de uma grande empresa multinacional descrever o processo de pensamento por trás de sua decisão de trabalhar com a plataforma da Tulip, em vez de criar uma solução internamente.

Eis a história:

O executivo começou descrevendo o compromisso de suas organizações com os princípios lean (manufatura enxuta). Todas as suas fábricas buscavam melhorias contínuas agressivamente.

Isso significava que o layout das células de trabalho e o design dos processos eram altamente flexíveis.

Sempre que um engenheiro sugeria uma nova configuração de célula de trabalho ou a empresa atualizava suas linhas de produtos, a TI precisava fazer atualizações de software sutis, mas demoradas. Isso significava codificar cada alteração na linguagem de programação C++.

Esse estado de coisas rapidamente se tornou insustentável. Os colaboradores da linha de frente ficavam descontentes com o fato de pequenas melhorias nos processos exigirem um tempo de ida e volta à TI. A TI ficou frustrada com o fato de pequenas mudanças no chão de fábrica resultarem em horas cansativas para seus desenvolvedores de software.

Por fim, o executivo de manufatura decidiu que era mais fácil trabalhar com um fornecedor de plataforma de manufatura do que criar uma solução internamente.

Agora, quando os engenheiros precisarem fazer uma pequena alteração em um aplicativo, isto é tão simples quanto fazer uma alteração em um Powerpoint − não é necessário suporte de TI.

Conclusão: a customização de software é customizada – para melhor ou para pior

O benefício número um do desenvolvimento interno de um software é que ele poderá ser desenvolvido sob medida para satisfazer uma necessidade específica.

Encarar um projeto de software internamente pode dar a uma empresa maior controle sobre o produto final. Trabalhar internamente pode eliminar muitas dificuldades de gerenciamento de projetos, e esses benefícios potenciais também são a fonte das maiores desvantagens de um software customizado: custos crescentes, requisitos que levam a um inchaço e falta de configurabilidade.

Por fim, o que funcionará para você será uma questão de requisitos, orçamento e recursos do projeto.

Fonte: Tulip

TREINAMENTOS

Workshop Prático de Indústria 4.0 e IIOT

O workshop visa apresentar como os conceitos de Indústria 4.0 e IIOT podem ser aplicados na prática, por profissionais da indústria, sem necessidade de conhecimento ou experiência prévia em tecnologias de automação e informação. Os participantes poderão colocar em prática os conceitos criando seus próprios aplicativos para manufatura.

One Trackback:

[…] pensando em construir sua própria plataforma ou aplicativos internamente? Saiba mais sobre este problema de construir ou comprar […]

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