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Just-in-Time versus Just-in-Case

Por Jenna Koo

O que é just-in-case (por via das dúvidas) na manufatura?

Just-in-Case (JIC) é uma filosofia de gerenciamento de estoque que prioriza o gerenciamento de risco, geralmente sob a forma de estoques permanentes maiores. Este tipo de gerenciamento é frequentemente contrastado com o tipo Just-in-Time, ou JIT (bem na hora certa).

A diferença entre just-in-time e just-in-case

A principal diferença entre Just-in-Time e Just-in-Case é que as operações JIT recebem estoque apenas quando ele for necessário para a produção, enquanto que a JIC estoca com antecedência.

O JIT visa otimizar o método enxuto reduzindo 7 desperdícios na manufatura, enquanto que o JIC prioriza a minimização das chances dos produtos ficarem com pouco estoque ou ficarem atrasados na programação de produção necessária para atender aos pedidos dos clientes no prazo solicitado.

Just-in-Time produz mercadorias mediante pedidos feitos, e Just-in-Case literalmente produz "apenas para garantir".

Just-in-Case Just-in-Time
Aproximação da produção Exatidão da produção
Usos previstos Consumo real
Grandes lotes Pequenos lotes
Grandes níveis de estoque Pequenos níveis de estoque
Potencial para desperdícios Redução dos desperdícios
Gerenciamento do tipo “apagar incêndios” Gerenciamento à vista

Just-in-Time, o padrão moderno

O Just-in-Time se tornou o padrão da manufatura nas últimas décadas. Basta pesquisar Just-in-Time para obter páginas de resultados detalhando por que ele é um método de manufatura superior ao JIC. Este é o método preferido por empresas de renome em todo o mundo.

O domínio do JIT é devido ao fato de que as empresas fizeram da redução de custos e da eliminação das etapas que não agregam valor o núcleo de sua estratégia da cadeia de suprimentos. Ele é ajudado pelo fato de que as organizações ficaram mais capazes de prever a demanda dos consumidores e otimizar sua cadeia de suprimentos para minimizar os custos de manutenção.

Portanto, não há necessidade de superprodução ou super processamento às custas de seu espaço de armazenamento, mão de obra e tempo. Os recursos antes perdidos para a produção antecipada agora podem ser refinanciados para apoiar outras iniciativas, como controle de qualidade, desenvolvimento de produto ou P&D.

No entanto, o método Just-in-Time tem algumas falhas cruciais, quando se tratar de desafios imprevistos.

Just-in-case, o método tradicional

Just-in-Case é o método tradicional de manter uma reserva de matérias-primas e de produtos acabados, para poder responder a um aumento repentino da demanda.

Uma empresa que optar por esse método de manufatura incorre em custos mais altos de manutenção de estoque, em troca de uma redução do número de vendas perdidas devido ao estoque insuficiente.

A estratégia Just-in-Case funciona melhor para produtos que têm substitutos prontamente disponíveis. As empresas podem permanecer competitivas ao poder despachar seus produtos imediatamente.

A comparação entre as abordagens JIT e JIC

Just-in-Time versus Just-in-Case

No diagrama acima, o navio representa a empresa. O nível da água representa os recursos da empresa, como edifícios, equipamentos, estoque, gerentes e trabalhadores. O iceberg representa os problemas da empresa, como gargalos, baixa qualidade, configurações longas e falta de treinamento.

Para manter a empresa flutuando, existem duas maneiras de abordar os problemas. Uma é manter um alto nível de água que fique consistentemente acima dos problemas. A outra é prever quando e onde os problemas ocorrerão, e desviar o navio dos problemas.

Problemas inevitáveis durante crises

Embora prever onde e quando os icebergs aparecerão seja uma boa base para o planejamento da produção, isso ocorrerá apenas quando as águas estiverem calmas. Quando esses icebergs aparecerem do nada e forem inevitáveis, não há como contornar este problema. Em tempos de crise, o método Just-in-Time não deixa outra opção a não ser essas empresas baterem de frente nesses icebergs.

Nós vimos isto acontecer durante a pandemia.

Devido a quebras da cadeia de abastecimento e aumentos da demanda por certos tipos de bens, as empresas que operavam originalmente sob o regime Just-in-Time tiveram problemas mais complexos do que era possível administrar.

Conforme relatado pelo Atlantic, “o Institute for Supply Management, que realiza pesquisas econômicas mensais, descobriu que quase 75% das empresas que contatou no final de fevereiro e início de março relataram algum tipo de disrupção da cadeia de suprimentos devido ao coronavírus, e que 44% das empresas não tinham um plano para lidar com esse tipo de disrupção”.

A verdade é que as disrupções das cadeias de abastecimento acontecem e continuarão a acontecer.

Scott Tong do Marketplace escreveu que esta não é a primeira vez que uma crise paralisa a produção. “A mesma coisa aconteceu no ramo automobilístico nove anos atrás, quando um tsunami atingiu o Japão. Agora são os eletrônicos e o vírus da China”.

Portanto, o foco deve ser delinear proativamente um plano para lidar com esses tipos de disrupções, ao invés de evitá-los totalmente.

Não há uma solução única

Uma das soluções potenciais para evitar a interrupção da cadeia de abastecimento pode ser um modelo híbrido de JIT e JIC. O JIC forneceria tempos de resposta suficientes para as empresas reconfigurarem seus processos de produção, enquanto o JIC permitiria que as empresas operassem obedecendo práticas de manufatura enxuta. No entanto, este modelo híbrido pode variar em sua combinação entre setores, necessidades, recursos de produção existentes e a cadeia de suprimentos.

A solução preferida agora é usar tecnologias digitais para criar agilidade e resiliência nas operações. Ferramentas como plataformas de aplicativos podem ajudar as empresas a se movimentar rapidamente quando for necessário. Tecnologias como manufatura aditiva possibilitam às equipes imprimir ou fabricar peças quando o fornecimento for interrompido.

Outra solução seria simplesmente diversificar onde os produtos são feitos, espalhando os riscos de disrupção da cadeia de suprimentos. Isso pode ser mais fácil para alguns do que para outros, dependendo da disponibilidade de matérias-primas e da cadeia de suprimentos necessária para a produção de bens em um determinado país.

Pelo menos, essa pandemia nos ensinou a considerar todas as opções e encontrar o meio-termo feliz entre o ideal e o prático. Esta crise global nos deu a oportunidade de reaprender e reconsiderar os métodos tradicionais de fabricação, para dizer o mínimo.

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Fonte: Tulip

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