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O Covid-19 terá um impacto duradouro sobre as operações das empresas e dos escritórios. De dispositivos de limpeza autônomos a medidas mais rigorosas de segurança cibernética, há uma nova gama de tecnologias que influenciam o funcionamento dos escritórios para o processo de reabertura e além dele.

A pandemia do Covid-19 interrompeu quase todos os aspectos de nossas vidas, incluindo tarefas tão fundamentais quanto ir ao trabalho.

Enquanto muitos funcionários de escritório ainda estão trabalhando em casa, outros no mundo todo estão começando a retornar pessoalmente a seus escritórios pela primeira vez em meses. No entanto, de acordo com um estudo da Qualtrics realizado nos EUA, 2 de cada 3 trabalhadores ainda se sentem desconfortáveis ao retornar ao local de trabalho. A prevenção de surtos, a segurança dos trabalhadores e a tranquilidade dos funcionários serão as principais preocupações das empresas em todo o mundo, à medida que elas reabrirem as portas de seus locais de trabalho.

Neste artigo, serão abordadas algumas das tecnologias focadas no controle de acesso aos edifícios e empresas, porém, conforme já observado nesta introdução, há uma série de outras tecnologias que ajudarão a resolver as novas questões que determinam o novo normal e impactam a vida nos escritórios como um todo e que influenciarão o nosso futuro neles, desde soluções de limpeza autônoma até sensores para a contagem de pessoas, conforme podemos observar na figura abaixo.

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Fonte: CB Insights

Embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras autoridades de saúde tenham emitido orientações para as empresas tornarem os escritórios mais seguros, os planos de reabertura variam amplamente entre países e cidades. E, à medida que vamos aprendendo mais sobre o vírus, nenhuma solução surgiu ainda como um método de prevenção independente. Por exemplo, alguns especialistas apontam o distanciamento social como sendo mais vital para reduzir a propagação, enquanto outros destacam o uso de máscaras como elemento chave.

As empresas terão que procurar orientações das autoridades locais e nacionais para cada local de escritório. Suas estratégias provavelmente envolverão uma combinação de abordagens para minimizar os riscos para os funcionários.

Aqui no Brasil, por exemplo, as empresas terão que se adequar às normas estabelecidas na Portaria Conjunta nº 20, lançada pelo Ministério da Economia e pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho em 18 de junho de 2020, que determina:

2.7 A organização deve estabelecer procedimentos para identificação de casos suspeitos, incluindo:

a) canais para comunicação com os trabalhadores referente ao aparecimento de sinais ou sintomas compatíveis com a COVID-19, bem como sobre contato com caso confirmado ou suspeito da COVID-19, podendo ser realizadas enquetes, por meio físico ou eletrônico, contato telefônico ou canais de atendimento eletrônico; e

b) triagem na entrada do estabelecimento em todos os turnos de trabalho, podendo utilizar medição de temperatura corporal por infravermelho ou equivalente, antes que os trabalhadores iniciem suas atividades, inclusive terceirizados.

Estes são somente alguns pontos específicos ao controle de acesso, objetivo deste artigo, porém, conforme já falamos, as empresas terão que se adequar ao que pode ser chamado de “a nova jornada de trabalho de um funcionário habilitada pela tecnologia”. Aqui estão algumas delas e como podem impactar cada parte do nosso dia útil.

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Fonte: CB Insights

No futuro, muitas empresas provavelmente reconsiderarão sua presença no setor imobiliário corporativo, seja por redução ou redistribuição de espaço para escritórios satélites. Uma força de trabalho completamente remota parece improvável, dados os benefícios intangíveis proporcionados pela conexão social, colaboração e inovação. No entanto, será crucial criar condições ideais para os funcionários trabalharem remotamente, assim como no escritório.

Para ficar à frente da curva, as empresas precisarão considerar os principais investimentos em bem estar, ferramentas de colaboração remota, tecnologia móvel de segurança cibernética, ferramentas de RH acessíveis e programas de treinamento da força de trabalho para desenvolvimento e qualificação profissional.

Vejamos agora, em maior detalhe, as tecnologias e novos processos que estão impactando o controle de acesso e portaria dos edifícios e empresas.

Saguões e entradas de edifícios e empresas: verificação de bem estar antes da entrada

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As pessoas chegam ao prédio no horário marcado. Sua temperatura é verificada antes que elas entrem em uma fila de espera do elevador, socialmente distanciadas.

Como o primeiro ponto de contato de um edifício − e a primeira linha de defesa − entradas e saguões estão prontos para uma reformulação de políticas e procedimentos, quando se tratar de combater a propagação do Covid-19. Os critérios para ocupantes autorizados podem incluir considerações específicas para pandemia, como cronograma de funcionários, indicadores de saúde e rastreamento de contatos.

Muitas empresas que já retornaram ao trabalho estão usando aplicativos e pesquisas diárias de saúde para avaliar os funcionários antes da chegada. Isso garantirá que os funcionários com sintomas ou que foram expostos a um caso positivo de Covid-19 não entrarão.

Na China, os passaportes de imunidade baseados em código QR incorporados a super aplicativos como WeChat e Alipay tornaram-se onipresentes, já lançados em pelo menos 200 cidades. Os indivíduos que usam o código de saúde da Alipay preenchem um formulário no aplicativo e o software usa big data para gerar um código QR, dependendo do risco de contágio do usuário. Aqueles que são designados como verdes poderão viajar livremente, enquanto os amarelos ou vermelhos indicam quarentenas sugeridas de 1 ou 2 semanas, respectivamente.

Em outros lugares, o Onfido, com sede no Reino Unido, e o IDnow, na Alemanha, se envolveram ativamente com o governo do Reino Unido para discutir o uso de passaportes de imunidade, o que vincularia os resultados oficiais dos testes para Covid-19 à identidade digital de um usuário.

Da mesma forma, a startup biométrica CLEAR, de Nova York, cujos quiosques são vistos em aeroportos e em estádios em todo o país, desenvolveu o Health Pass, que vincula identificadores biométricos às informações de saúde relacionadas ao Covid-19, que os usuários enviam por meio de provedores de testes aprovados.

Fonte: CLEAR

Exames de saúde e avaliações usando verificações de bem estar sem contato provavelmente também se tornarão comuns nos saguões dos escritórios.

No final de maio de 2020, a Salesforce reabriu seus escritórios na Coréia do Sul, Hong Kong e China. A empresa está empregando sua própria solução Work.com, através da qual os funcionários respondem cinco perguntas de uma pesquisa sobre a "avaliação diária de bem estar", para garantir sua segurança. Os empregadores que usam o Work.com também podem limitar a ocupação do prédio ou dos andares do edifício e atribuir turnos e horários para evitar a superlotação dos andares e gargalos nos elevadores.

Para os visitantes, que podem estar fora do sistema de circuito fechado e representar um risco adicional, os saguões dos escritórios poderão ter quiosques biométricos semelhantes aos da CLEAR para fornecer alguma forma de avaliação da imunidade. O Kenai, com sede na África do Sul, pode alertar o pessoal do edifício se um visitante não satisfizer os requisitos de entrada com base em suas respostas a perguntas relacionadas ao coronavírus.

Recentemente, a Elenium Automation firmou uma parceria com a Amazon Web Services (AWS) para lançar um quiosque de autoatendimento, que nos aeroportos usa tecnologia de detecção de sinais vitais e sem contato. Isso poderia ser implementado nos saguões dos escritórios para lidar com os visitantes e liberar as pessoas antes delas passarem suas identificações, ou deixá-las seguir para os escritórios.

Fonte: Elenium Automation

Finalmente, alguns escritórios também estão instalando proteções contra espirros em frente às mesas de check-in, para proteger ainda mais a equipe do saguão de entrada.

Por que isto é importante

Como primeiro ponto de entrada em todos os edifícios, os saguões desempenharão um papel crítico na triagem da saúde, facilitando a entrada autorizada e possibilitando o distanciamento social.

Embora os inquilinos corporativos e o gerenciamento de edifícios possam ter políticas diferentes, ter as ferramentas e procedimentos adequados para avaliar funcionários e visitantes será crucial para a aplicação dessas políticas.

E como o Covid-19 pode se tornar cíclico, a coleta contínua de dados de saúde dos funcionários pode permitir iniciativas mais direcionadas para melhorar a saúde geral da força de trabalho e, como resultado, melhorar a produtividade geral.

No Brasil, entre 2012 e 2018, segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, mantido pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), foram pagos 581.870 benefícios previdenciários por afastamento oriundo de doenças. Só no município de São Paulo, neste mesmo período, foram gastos R$ 6,0 bilhões com despesa previdenciária - auxílio-doença.

Já nos EUA, para efeito de comparação e exemplo adicional, a saúde precária acaba custando aos empregadores US$ 530 bilhões por ano, alguns dos quais podem ser evitados com um melhor gerenciamento de transmissão de doenças.

Fonte: Wellable

Vantagens: prevenir a disseminação de doenças e dissipar as preocupações dos funcionários

As pesquisas diárias de saúde avaliam os funcionários antes da chegada e podem ser concluídas no conforto do lar. A captura dessas informações tem 2 vantagens.

Em primeiro lugar, as informações coletadas com antecedência ajudam a proporcionar um fluxo suave para entrar nos escritórios, em vez de arriscar a necessidade de bloquear a entrada dos funcionários que estão à porta.

Fonte: Salesforce

Em segundo lugar, a criação de um banco de dados de padrões de saúde dos funcionários pode ajudar as empresas a identificar oportunidades para melhorar o bem estar deles. Por exemplo, se os dados de avaliação de saúde antes da entrada em casa mostrarem elevadas temperaturas, as empresas poderão antecipar o início da temporada de incidência de gripe e permitir que mais opções de trabalho em casa reduzam a transmissão de viroses.

Embora ainda relativamente nova, a tecnologia biométrica é um mercado em crescimento e suas vantagens estão impulsionando o aumento da sua adoção. A biometria − que mede as características físicas de uma pessoa, como impressões digitais ou padrões de voz − geralmente é mais segura do que outras opções de autenticação, sendo mais conveniente para os clientes, tendo uma maior relação custo/benefício para as empresas.

Para os funcionários, as medidas de segurança tornaram-se claramente apostas sobre a mesa. Muitos trabalhadores não se sentiriam seguros em retornar sem medidas como os testes obrigatórios atualmente em vigor.

Assim, as avaliações de saúde antes da entrada e tempos de entrada escalonados podem servir como evidências externas de que a empresa está levando a segurança a sério. Ao implementar e aplicar esses sistemas, as empresas podem criar uma experiência mais positiva e reduzir a ansiedade dos funcionários.

Desafios: as avaliações de saúde levantam preocupações relacionadas à segurança

As avaliações de bem estar não são à prova de falhas. As empresas podem correr o risco de não identificar portadores assintomáticos ou de interpretar dados de forma imprecisa.

Além disso, com medidas preventivas tomadas na porta de entrada e antes de chegarem, alguns funcionários podem desenvolver uma falsa sensação de segurança quando entrarem nos escritórios. Isso poderia levá-los a não levar tão a sério outras medidas de precaução, como o distanciamento social.

Adicionalmente, como os dados de saúde são sensíveis e devem ser tratados com segurança, as avaliações biométricas e de saúde podem representar preocupações em relação à privacidade e possíveis discriminações.

Incidentes anteriores relacionados a empresas de biotecnologia e genealogia diminuíram a confiança do público em relação à privacidade dos dados de saúde. Por exemplo, em 2018, a 23andMe firmou um acordo de US$ 300 milhões para vender dados à gigante farmacêutica GlaxoSmithKline, enquanto que, em 2019, a MyHeritage sofreu uma violação de dados que expôs detalhes de mais de 92 milhões de contas.

No Brasil, uma das principais preocupações das empresas é com relação à decisão do STF que classificou a contaminação por Covid-19 como acidente de trabalho. Como consequência da suspensão do artigo 29 da Medida Provisória 927/2020, “o empregador deverá provar que cumpriu o seu papel de oferecer um ambiente de trabalho seguro. O empregador estará encarregado de provar que adotou todas as medidas necessárias para preservar a saúde dos seus trabalhadores.” As empresas terão que manter registro de todas as medidas preventivas adotadas para prevenir o contágio pelo vírus, pois será necessário apresentá-la em possível discussão judicial.

Para manter os registros das medidas preventivas adotadas, principalmente nas grandes empresas, sistemas de automação tecnológica tornam-se essenciais, pois o controle manual fica inviável.

O SmartPass, sistema desenvolvido pela Konitech no Brasil, que combina hardware e software de alta performance, faz o controle de acesso por reconhecimento facial, permitindo a entrada apenas daqueles pessoas que estiverem utilizando máscara e que não tenham a temperatura corporal elevada.

Utilizando inteligência artificial e uma câmera de alta definição, o software é capaz de detectar a utilização correta da máscara daqueles que se aproximam da entrada. O software também utiliza um sensor infravermelho que faz a aferição corporal para detectar se o visitante está febril. A solução fica conectada a um sistema na nuvem que faz a gestão dos dados e pode gerenciar vários acessos. Ainda assim, o SmartPass tem capacidade para armazenar todos os dados internamente, operando de maneira off-line.

O sistema permite a configuração remota do equipamento para a realização de cadastro e/ou remoção de pessoas para incluir a imagem do rosto para o reconhecimento facial e acesso a todos os registros de passagem. O hardware de inteligência artificial é tão preciso que pode fazer o reconhecimento das pessoas já cadastradas mesmo com parte do rosto coberto pela máscara.

Para Flavio Maeda, diretor da Konitech, a tecnologia de reconhecimento facial evoluiu muito nos últimos anos, permitindo maior precisão, trazendo mais segurança no controle de acesso. “O reconhecimento facial é uma tecnologia que tende a ficar mesmo depois da pandemia, porque é uma forma de biometria para controle de acesso. Mais segura porque diferentemente de crachás e de cartões que podem ser trocados e perdidos, a biometria facial não pode ser trocada”, assegura Maeda.

Com relação às preocupações envolvendo a privacidade dos funcionários e visitantes, o SmartPass possui software 100% em português, com os mais altos mecanismos de segurança e com atendimento à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) Brasileira.

Em relação ao tópico dos passaportes de imunidade, ainda há especulações sobre o que “imunidade” realmente significa, e se o fato de possuir anticorpos equivale necessariamente à imunidade à reinfecção.

Além disso, estima-se que pode levar de 12 a 18 meses para ser estabelecida uma infraestrutura de certificação necessária, sob o ponto de vista médico, para dar suporte a esses passaportes, momento em que já poderia haver uma vacina disponível.

Visando o futuro: como obter um equilíbrio em relação à biometria

Com o tempo, à medida que as vacinas se tornarem disponíveis e a gravidade do Covid-19 começar a diminuir, as pesquisas sobre a situação da saúde das pessoas e as verificações de temperatura que algumas empresas estão exigindo não serão mais necessárias, para a entrada dos indivíduos nos locais de trabalho.

Por outro lado, a biometria pode ser um elemento mais permanente no processo de autorização para a entrada de funcionários ou visitantes. Dada a riqueza de dados biométricos, incluindo os principais dados de saúde, as empresas poderão explorar o anonimato para casos de uso, como planejar visando uma próxima temporada de gripe, ou acionar alertas quando vários funcionários vierem trabalhar com febre.

Todavia, haverá desafios significativos na implementação ampla dessa tecnologia. A aceitação do usuário e a opinião pública são grandes obstáculos, pois muitas pessoas veem a biometria como uma invasão de privacidade e relutam em aceitar essa imposição.

Mas, como as empresas de produtos de consumo (como a Apple) continuam usando a tecnologia biométrica, essa resistência e ceticismo podem diminuir. Escolas, faculdades, hotéis e até conferências de negócios e grandes eventos podem considerar a biometria como um requisito para verificação das condições de saúde e para permitir a participação presencial.

Você precisa de ajuda para implementar um sistema de controle de acesso que garanta segurança aos colaboradores e visitantes, além de garantir o cumprimento de leis e regulamentações? A Konitech é uma empresa de consultoria, provedora e integradora de soluções de digitalização, Inteligência Artificial e IOT para empresas, com mais de 15 anos de história em implementar novas tecnologias para diversos segmentos industriais, com clientes no Brasil e no Exterior. Clique aqui para conhecer as nossas soluções de controle de acesso e solicitar orçamento.

Com informações: CB Insights e Konitech

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